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ESCOLA PIONEIRA


«.» «.» «.» «.» «.» EXTERNATO BARTOLOMEU DIAS... Sta. Iria de Azóia
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PORÃO DA NAU



AQUI NAVEGOU O COMANDANTE


AQUI NAVEGA O CAPITÃO
AQUI NESTE REAL PORÃO
BARTOLOMEU NAVEGOU
MAIS NAVEGOU COM RAZÃO
O PAÍS DONDE EMBARCOU !
 
 
« O Capitão »
 
 
               ***
 
BOCAGE NA ESCOLA
 
Crónica de Assis Machado I
 
 
Eram quase onze e quarenta e cinco da manhã do dia dezassete de Novembro, sob um sol relativamente envergonhado mas sem frio, quando uma carrinha de nove lugares, com um motorista e um professor no seu interior, buscava um lugar seguro para estacionar nas cercanias do Largo de Alcântara-Terra. Estavam sendo horas da chegada a bordo da ilustre escritora e poetisa América Miranda. Faltavam dez minutos para o meio dia quando a lídima artista surgiu à sacada de sua residência dando com sua figura digníssima uma estética sui generis à paisagem. Fomos avistados lá do alto e logo um inteligente sinal nos fez compreender que breve seria a espera. E assim aconteceu. No ritual significativo da apresentação logo aquela carrinha e seus tripulantes ganharam em importância de arte e cultura o que lhes faltava na natural singeleza. Dona América tomou a rédea do discurso ambulatório para significar que a ânsia de chegar a seu destino a preenchia totalmente: - Ora, vamos lá a essa Escola, que já se me aperta a preocupação de chegar bem... a minha voz ainda não está como eu gosto! O professor mete-me em cada uma ! Mas tudo se há-de arranjar! - Bom dia, senhor ... - Senhor Nabais, Dona América... como o outro !... Bom dia, como está minha senhora, esteja à vontade, retorquiu-lhe o bem disposto motorista. E a carrinha lá partiu de Alcântara rumo a Santa Iria de Azóia. O percurso não foi extenso. Ao longo do Tejo e pelo Parque das Nações, passando a soberba ponte do Gama das Índias, lá fomos gerindo o tempo, pondo em actualização as triviais circunstancialidades discursivas. Estavam quase a bater as treze horas quando finalmente chegámos ao Externato da nossa expectação. Bartolomeu Dias de seu nome. O tal da Boa Esperança. Fora este o tal projecto que lhe deu origem, já lá vão umas boas dezenas de anos. - Lindo sítio, professor ! Muito saudável para toda esta juventude que lhe dá a vida! Até se me abrem os pulmões... Lindo sítio de verdade... - Já cá cantam vinte e seis anos, Dona América ... e quase sem faltar nunca, disse eu. - Ora pois, com um sítio destes até eu ! Estávamos nós nestas conjecturas quando fomos interpelados por uma das Directoras do Externato. Escusado será dizer que as cordialidades por parte desta e doutras Directoras, bem assim de todas as pessoas deste Estabelecimento de Ensino, foram as mais requeridas e justas para uma recepção que se impunha. Enquanto não chegava o outro convidado de honra – a hora aprazada eram as treze e trinta – que era nada mais nada menos que o famosíssimo actor João de Carvalho, filho do ilustríssimo Ruy de Carvalho, Dona América foi conduzida a uma leve visita por algumas instalações desta Escola. Como não podia deixar de ser, quer pela natural e espontânea hospitalidade, quer pela simpatia com que foi rodeada por todos – e à qual a nossa poetisa sempre sabe condimentar com igual galhardia – o tempo depressa passou e a hora do almoço vinha a caminho. Contudo o nosso convidado demorava-se e o tempo escasseava. Eis quando, finalmente, surge o “desejado” . Tudo parecia recompor-se mas, inesperadamente, com a sua entrada no recinto – quase sem haver lugar aos costumeiros cumprimentos – surge uma avalanche inevitável de criançada a pedir autógrafos ao actor. Foi assim, com naturalidade, que a fama dos “malucos do riso” se impôs. Assis Machado
 
*
 
BOCAGE NA ESCOLA
 
 
Crónica de Assis Machado II
 
A sessão de autógrafos levou uma boa meia hora e mais duraria se um contínuo zeloso não interviesse a pôr ordem naquela ingénua barafunda. E se, de início, a pequenada apenas solicitava o popular “Compadre Alentejano” depressa se apercebeu que naquele lugar à disposição estava igualmente uma importante artista e, vai daí, a boa da Dona América teve que dar à sua caneta durante largos minutos. Finalmente chegou a hora da refeição com a qual muito gentilmente a Direcção do Externato presenteou os nossos convidados. Foi em ambiente de agradável convivência que decorreu este almoço, o qual os nossos convidados muito apreciaram, nomeadamente o caldo verde tradicional. Claro que não há bela sem senão. Ainda o repasto não terminara e já uma pressurosa professora assumia ao fundo da sala, protestando da demora da sessão literária que, no fundo, era o ponto alto da vinda dos convidados. Foi-nos dito que os alunos já estavam impacientes e que sentados esperavam há coisa de trinta minutos. Que já tinham visto a exposição sobre Bocage mas que se fazia tarde para as inevitáveis últimas aulas da tarde. Passei mensagem para dentro e depressa me dirigi ao Pavilhão festivo onde se concentrava a plateia juvenil e alguns professores resistentes com ela. Procurei, então, aproveitando este hiato, conversar com eles durante alguns minutos acerca do evento que ora comemorávamos, isto é, sobre o 2º Centenário da Morte do Vate Sadino. Destaquei o tempo histórico que lhe dá enquadramento e o seu valor na panorâmica das Letras Nacionais. Estava eu com a assistência ao rubro quando, de rompante assomam à entrada do Pavilhão os convidados de honra. Foram aplaudidos como era de esperar e, enquanto tomavam lugar na mesa de honra, expus eu próprio uma reduzida súmula biográfica dos nossos artistas. Chegou, por fim, a vez de os ouvirmos. Primeiramente América Miranda saudou a assistência presente, que lhe retribuiu espontaneamente. Dando gentilmente prioridade a João Carvalho este, em alguns minutos, traçou uma ligeira panorâmica da sua experiência como actor e homem de cultura, testemunhando e realçando o papel cada vez mais significativo da juventude para a revitalização dos valores da nossa sociedade, incentivando os alunos presentes, e toda a Escola, para a necessidade de prepararem o futuro com toda a pertinência, empenho e, porque não, ousadia, à imagem do exemplo deixado por Elmano Sadino. Tendo sido ouvido com atenção por todos, João Carvalho presenteou-nos depois com a leitura dramatizada de alguns textos de Bocage. No final, ninguém ficou indiferente à sua mestria tendo sido o actor merecidamente muito aplaudido. Por sua vez América Miranda, alardeando a sua vistosa e convincente forma discursiva, versou durante largos minutos sobre a vida de Bocage, realçando as suas aventuras nos seus relacionamentos com o mundo feminino. Opção esta que agradou sumamente à jovem plateia. A sua brilhante e rica dissertação foi ouvida sempre com toda a expectativa e interesse. Muito aplaudida, não deixou por seara alheia os seus dotes de declamadora, dando-nos a oportunidade de a ouvirmos declamar – como só ela sabe – dois dos mais conhecidos Sonetos de Bocage. Como era de esperar foi, ao terminar cada um deles, muito ovacionada. A culminar as duas brilhantes intervenções assistimos a um momento poético e musical preparado por uma das Turmas de Humanidades do 11º ano. A mesma que tinha preparado uma pequena exposição alusiva ao evento. Em primeiro lugar um aluno fez a leitura de um soneto de Bocage dedicado à Liberdade e, de seguida, toda a Turma leu, em expressão dramático-jogralesca, um outro soneto bocageano sobre o mesmo tema. Na sequência desta participação o professor de História da mesma Turma resolveu interpretar, com a ajuda dos seus alunos, um soneto bocageano para o qual compôs a respectiva música. Foi esta a melhor maneira de terminar esta sessão cultural que, em jeito de suplemento, ainda incluiu uns minutos de perguntas directas, tanto por parte dos alunos como de alguns professores, aos convidados que, muito delicadamente e com toda a franqueza, responderam a contento, como se impunha. E terminou esta visita e esta dinamização, num espaço escolar, que a escritora e poetisa América Miranda e o actor João Carvalho proporcionaram. A Direcção do Bartolomeu Dias, muito reconhecida por esta experiência gratificante, procedeu à entrega de uma lembrança aos convidados que, muito sensibilizados, se despediram sem antes prometerem disponibilizar-se para uma próxima visita noutra oportunidade. Assis Machado
 
***
 
MEMÓRIA E HOMENAGEM A MIKLOS FEHÉR
A MORTE DESCEU AO ESTÁDIO
Por
Frassino Machado
A morte desceu ao Estádio
num manto de sombra envolto
bem armada com seu gládio
silenciosa e sem escolta.
Era tanta a juventude
que ali ‘stava a conviver
qu’ até a morte por virtude
suspeitou qu’ ia morrer.
Vai já no fim o certame
o homem de negro apitou
para dar certo o exame
mais três minutos ditou.
 Naquele exacto momento
a morte à entrada parou
a porta abriu-se por dentro
e foi por ali qu’ entrou.
Estava a malta da bola
a’ rrumar os finalmente
quando o homem de cartola
deu castigo ao inocente.
Este inocente sorriu
mostrando sua inocência
no entanto logo caiu
fulminado d’ inclemência.
Sobre a relva encharcada
estava a imagem da dor
os homens de encarnado
com lágrimas de pavor.
Num oceano de emoção
e clima frio e mortal
a morte na multidão
foi do Estádio ao hospital.
Ali descansou o herói
da sua triste viagem
que a morte a todos condói
na mais amarga homenagem.
Amigos dão condolências
como era de esperar
tantas foram as eminências
que ali fomos encontrar.
Diligência até Lisboa
foi mesmo impressionante
no desfile só destoa
quem ali vai de farsante.
De Àguia ao peito voou
conforme as asas lhe deram
e agora nada ficou
das penas qu’ elas tiveram.
 
In TROVAS DO QUOTIDIANO
 
***
 
 
VENCESTE O ÚLTIMO JOGO
 
Brioso Miki, brioso,
o nosso canto é fogo
connosco e o Glorioso
venceste o último jogo.
Da tua pátria magiar
a esta terra saudoso
foste um atleta exemplar
brioso Miki, brioso.
Gostamos ver-te jogar
no relvado com denodo
com alma de par em par
o nosso canto é fogo.
Pelo teu ‘stilo elegante
lograste ficar famoso
neste jogo triunfante
connosco e o Glorioso.
Todo mundo co’ emoção
correspondeu ao teu rogo
com alma e coração
venceste o último jogo !
 
 
Frassino Machado
In CORAÇÕES ANSIOSOS
 
 
*
 
COMEÇAR DE NOVO
Homenagem respeitosa e sentida
a Miklos Fehér
Quando cresce uma criança pensa um dia
qu’há-de ser grande como um ídolo seu
e encarnando este sonho que nasceu
prepara o seu futuro com galhardia.
A vida é porém dura e sem valia
quando o sonho qu’é bom já se perdeu
na luta que se trava e endureceu
p´la busca de um ‘graal’ sem cortesia...
A ti jovem que pisas os relvados
e t’esqueces qu’as lutas são iguais
tanto entre amigos como entre rivais...
Procura amenizar gestos tramados
e, como filho leal de qualquer povo,
terás prazer em começar de novo !
 
 
Frassino Machado
In CORAÇÕES ANSIOSOS
 
**
 
QUADRAS DA REVOLUÇÃO
 
 
Por Henrique Heitor/ Frassino Machado
 
 
Meu querido Portugal,
foste país de Expansão
mas também foste afinal
um palco de Revolução.
 
Liberais e Absolutistas
árdua guerra alimentaram
Cartistas e Miguelistas
muitas vidas devastaram.
 
Dom Miguel, o rei traidor,
sonhou a morte do irmão
mas Dom Pedro com valor
fez vencer a sua razão.
 
Para isso deixou o Brasil,
não era vaidoso, não,
pois à Invicta varonil
legou o seu coração.
 
O seu lema foi «liberal»
fez escrito numa Carta,
dita Constitucional,
de ricas ideias farta.
 
Os Passos e os Silveiras
fizeram um Portugal Novo
mestres de boas maneiras
deram mordomia ao povo.
Maria da Fonte estóica
gritou bem contra os Cabrais
e, se mais não pôde, a heróica
tratou-os como animais.
Setembristas sonhadores
tentaram manter a ideia
de não serem perdedores
frente à "stranha Patuleia.
Nem Revolução, nem tiro,
ficou desta trapalhada
disse-o o padre Casimiro
numa certa madrugada.
Da Liberdade a Bandeira
agitou-a toda a malta
foi assim dessa maneira
que deixou de fazer falta !
 
 
 
Frassino Machado
In MUSA VIAJANTE
 
 
 
* MENSAGENS PARA NOVAS FRONTEIRAS A. TORNAR O ENSINO VIVO Caros concidadãos, das Novas Fronteiras, ou dos Novos Caminhos, bem assim de todo o País: Pela minha experiência e vivência de professor, desde há vinte e seis anos, e considerando que se vem denotando cada vez mais uma degradação da nossa Língua - que o mesmo é dizer da Língua de Camões e de todos os nossos Maiorais - necessário se torna criar uma fronteira prioritária de combate à «restauração da linguagem» desde já planeada, a partir das Escolas. O Projecto, na minha perspectiva, terá de passar pela prática constante e permanente da fala e da escrita ( sob as diversas formas de linguagem ) a par da gestão dos Programas de forma mais utilitária e pragmática. Assim, acho que as aulas práticas deveriam ser sempre superiores às aulas propriamente teóricas. Desta forma haveria oportunidade de adestrar desde cedo as crianças e depois os jovens para a qualificação não só da aprendizagem como também da detecção de talentos, os quais deveriam ser apoiados com aulas específicas segundo as suas apetências. Penso que só com uma política deste tipo será possível dentro de alguns anos motivar-se os alunos e simultaneamente as famílias para apostar forte na formação cultural a partir da aprendizagem criteriosa da Língua e Literatura Portuguesas. Como metodologias de aprendizagem, desde muito cedo, dever-se-ia dar destaque a acções artísticas permanentes: teatro, dramatizações, concursos literários, música dominantemente portuguesa, explorando-se de todos os estilos de música possível. Por outro lado, acho também prioritária uma prática instalada de comunicação, quer escrita, quer falada, no âmbito das Comunidades Portuguesas e da CPLP. Prof. Francisco de Assis M.Cunha/ Poeta e musicólogo *** MEMORANDO AOS PAIS Em homenagem aos alunos da Turma : 10º H, 2006/07 Desejo que todos os pais desta Turma sonhadora possam sempre mais e mais dizer “sim” a toda hora ! Quando eu não compreender minhas horas de aflição pais queridos quero ter vosso “sim” do coração. Quando eu me esquecer que sou filho de quem sou pais amigos quero ver vosso “sim” por onde vou. Quando não tiver vontade para o meu dever sentir pais sinceros de verdade um “sim” dizei-me a sorrir. Quando eu não tiver saúde nem forças para crescer pais honestos na virtude dai-me um “sim” p’ ra eu viver. Quando eu caminhar sozinho à procura de alguém quero um “sim” e um carinho de meus pais e mais ninguém. Quando eu por desacerto não souber minha razão dos pais o “sim” é por certo a mais certa orientação. Quando eu sentir tristeza neste mundo tão sem jeito o “sim” dos pais com certeza far-me-á ver mais a direito. Quando eu não for competente para obter meu desempenho um “sim” de pais bem presente é a ajuda melhor que tenho. Quando contas me pedirem das minhas obrigações os primeiros a surgirem serão “sins” de meus paisões. Não quero mais nada em troca neste deserto medonho dos pais o “sim” desemboca no meu futuro risonho ! Frassino Machado In ODISSEIA DA ALMA *** *** *** SENTIR NATAL – NATAL 2006 - ALUNOS DO 11º H - 01 – ANDREIA LOPES - “Natal... é um dia em que toda a família se reúne e passa um dia diferente dos outros. Para mim, todavia, é um dia quase igual aos outros. Só é diferente porque o Natal é uma época em que todas as pessoas se dão bem umas com as outras... e, só por isso, já vale a pena haver Natal !” 02 – CARLOS PINTO - “O Natal e o seu respectivo espírito já não é o mesmo de outrora. O Natal era a altura em que toda a família se reunia para celebrar e conviver. Nos tempos de hoje o Natal identifica-se com o capitalismo dominante, onde já não interessa quem é a família mas, sim, quem oferece mais presentes. Assim, conclui-se que o consumismo natalício é o «hino» da nossa sociedade capitalista...” 03 – FILIPA DE JESUS - “O Natal é uma época especialmente familiar... para estar toda a família junta em paz e harmonia. É uma época de convivência, em que até famílias separadas se reúnem...” 04 – JOANA MARQUES - “O Natal não é uma época que eu espere ansiosamente o ano inteiro. Porque o Natal, penso eu, é quando cada um de nós quiser. Contudo, gosto do espírito que se instala nesta altura apesar de ser contra a ideia que só devemos fazer boas acções e oferecer prendas quando é politicamente correcto e necessário!” 05 – JORGE CÁ E SÁ - “Na minha opinião o Natal é mais para juntar a família e socializar... Porém, como sabemos, também é um pretexto para comercializar”. 07 – PATRÍCIA GOMES - “O Natal, para mim, é a época do ano em que se reúne toda a família... para festejar o nascimento de Jesus que, para muita gente, é um facto importante. Por outro lado, trata-se de um época festiva em que toda a gente procura esquecer-se dos seus problemas. O lado mais desinteressante do Natal é que nesta época se gasta imenso dinheiro...”. 08 – PAULO PORTUGAL - “O Natal é uma ocasião de reunião para toda a família. Ou, como se costuma dizer, o Natal é todos os dias ou... quando nós quisermos. Porém o Natal, quanto a mim, não encerra em si todas as coisas, nomeadamente as ofertas e presentes que nos dão. Ele terá de ser também: a família em harmonia natalícia ou, de outra maneira, o espírito de acolhimento e de bem estar. Como se torna emocionante ter toda a família ao pé de nós. Muita gente, no mundo, jamais conseguirá desfrutar esta oportunidade. Por isso, um Feliz Natal para todos!” 09 – PEDRO TEIXEIRA - “No Natal o fluxo monetário é intenso, tornando-se assim uma altura do ano em que o consumismo é mais que evidente. Tradicionalmente, o Natal era menos capitalista mas mais sentimental. Numa dada altura, em certa cidade, surgiu uma lenda em que um senhor ia de chaminé em chaminé entregar prendas a todas as pessoas da família. Foi a partir daqui que nasceu a Lenda do Pai Natal, ainda em voga no mundo ocidental. Mas o Natal é importante na medida em que nesta altura se reúne a família para fazer festa: uns gastam mas, também há aqueles cuja economia cresce, o que é bom”. 10 – RAQUEL COSTA - “Para mim o Natal é receber como presentes o amor e o carinho de toda a gente que nos ama e que gosta de nós verdadeiramente. Eu gosto muito do espírito natalício pois trata-se de uma época feliz em que todos os sentimentos, nomeadamente o amor e o carinho, estão à flor da pele. Constitui uma excelente oportunidade de toda a família se reunir e festejar, principalmente aquela que mais dificuldade tem de o conseguir ao longo do ano”. 11 – RITA MATOS - “O Natal. Eu gosto imenso do Natal. É uma época em que todos se dão bem e também uma época em que toda a família se junta. É uma época de alegria e de bem estar, porque não, que sobressai desta unidade... mesmo quando daí resulta a troca de presentes. A alegria espalha-se por todo o lado: pela casa, pela rua, pelo bairro e, principalmente, como é belo admirarmos essa felicidade no rosto das crianças. Eu gosto de ver as ruas todas enfeitadas, com as luzinhas a piscarem, as árvores engalanadas e a casa, ó a casa de cada um (principalmente a de cá de dentro) cheia de iluminação. Enfim, o Natal é a época da Paz e da Alegria!” 12 – SOFIA SANTOS - “Quanto a mim trata-se de uma época natalícia muito importante e bonita. Toda a família conhecida se reúne para festejar este evento, banquetear-se e ansiosamente abrir os presentes que, esses sim, caíram do céu”. 13 – TÂNIA PAIVA - “O Natal é uma época linda, não que eu dê grande valor às prendas... mas adoro ver toda a família reunida nesta altura. Gosto de sentir que ao jantar da noite de Natal ou na refeição do dia vinte e cinco de Dezembro – como ainda é tradição – existe amor e carinho entre todos. Quanto ao facto de ser uma época em que a sociedade deva ser mais solidária... eu isso já não acho muito bem. Pois que para este objectivo humanista penso que não deveria ser necessário inventar nenhum Natal... já que para isso ser viável há que fazer Natal todo o ano”! 14 – TÂNIA GONÇALVES - “Eu penso que o Natal é uma época muito bonita. Todavia reconheço que ele está ficando cada vez mais supérfluo e materialista. O Natal devia ser uma altura de Paz e Amor, onde deveria estar toda a família e todos os que são verdadeiros amigos. E todos deveriam mostrar, cada um à sua maneira, o quanto vale a medida desse amor”. 15 – TIAGO JUSTO – “Eu acho o Natal uma época muito importante, não só pelos presentes e prendas que se oferecem mas, sobretudo, pela oportunidade que toda a família tem para se reunir e conviver e, porque não, sentir como é bom saborear os excelentes alimentos confeccionados nesta altura”. 16 – RUI ROMÃO - “O Natal é uma época do ano em que toda a família se prepara para demonstrar um espírito muito próprio desta quadra. E, na sua intensidade, todo o espírito natalício fala por si : maior calma, mais unidade e solidariedade, mais convivência e, acima de tudo, mais alegria. Eu acho, todavia, que o Natal já teve uma marca muito mais profunda e sentimental. Pela a aparência das coisas sinto que se está a banalizar um pouco... embora eu na minha convicção respeite nomeadamente este espírito ( que destaco ) reconhecendo ser fundamental o carinho das pessoas umas com as outras. E o Natal também é isso”! *

MENSAGEM NATALÍCIA PARA OS MEUS ALUNOS Caros jovens, é com a mais sincera e cordial amizade que daqui, deste Forum Estudantil, vos desejo o mais Feliz e Santo Natal do mundo, bem assim um Ano Novo cheio dos mais justos e agradáveis sonhos. Quero que este desiderato seja extensivo a todos os vossos familiares e amigos. O vosso professor – que convosco trabalha em prol de um Mundo Melhor – aqui vos deixa um muito cordial e amistoso abraço. Prof. Assis Machado *** *** *** *** **** DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONOMICO-SOCIAIS « 500.º ANO DE SÃO FRANCISCO XAVIER » RELATÓRIO FINAL por Prof. Francisco de Assis * EXTERNATO BARTOLOMEU DIAS Ano Lectivo de 2006 / 2007 « 500.º ANO DE SÃO FRANCISCO XAVIER » Tema para Debate : “MISSIONAÇÃO/COLONIZAÇÃO DOS PORTUGUESES NO ORIENTE ASIÁTICO” Dias 19 e 20 de Abril, no Pavilhão, das 10.00 h – 11.30 h * EXPOSIÇÃO Conferência, pelo Jesuíta Dr. João Caniço Intervenções : Dr. Licínio Santos e Dr. José Serradas “Cantata da Índia”, pelos alunos do 10.º H e 11.º H Coordenação : prof. Francisco de Assis RELATÓRIO DO EVENTO FACTO – Na sequência das Comemorações do V Centenário do nascimento de São Francisco Xavier – ilustre embaixador e missionário do Reino de Portugal, por todas as terras do Continente Asiático – foi levada a cabo nesta Escola uma Acção Dinamizadora, de dominante artistico-cultural, nos dias 19 e 20 do corrente mês. A mesma, tendo em conta a importância do evento e o seu valor pedagógico-cultural, cujos conteúdos se encontram inseridos nos programas correntes, este Departamento resolveu repartir a mesma por duas manhãs, dentro dos horários indicados. OBJECTIVOS – Fundamentalmente os principais objectivos em vista com esta Acção Dinamizadora enquadram-se na necessidade e oportunidade de desenvolver nos alunos uma interacção das aprendizagens teóricas e práticas em que diversas actividades, atempadamente planeadas e criticamente assumidas, se enriquecem e complementam. Tendo em vista este pressuposto, não só se destacaram as iniciativas dos qualificados prelectores convidados como, e com mais significado, a intervenção directa dos alunos das duas Turmas envolvidas: a montagem de uma Exposição – alusiva a São Francisco Xavier – que foi fruto da sua própria investigação e, além disso, prepararam e interpretaram, os mesmos alunos, uma Cantata – sob a forma de Jograis – cujo corpo literário visa nada mais nada menos que o reforço e aprofundamento dos conteúdos das suas aprendizagens. PRIMEIRO DIA Dando cumprimento ao horário previamente estabelecido e segundo a estrutura do Mapa de participação das Turmas e Professores que haviam sido convidados, deu-se início à Acção com a canção «Francisco Xavier» - composta expressamente para este evento e que vem em anexo neste Relatório. A mesma foi cantada com entusiasmo não só pelos alunos que a ensaiaram como pela assembleia que facilmente se integrou cantando o respectivo refrão. Seguidamente o prof. Francisco de Assis apresentou o convidado para esta primeira sessão, segundo o currículo que vem aqui em anexo: o Jesuíta Dr. João Caniço. O destacado conferencista fez questão de conversar com todos os presentes, de uma forma interactiva e familiar, procurando interessar nomeadamente os mais jovens que ali estavam com ele. Dentro de um estilo simples e aberto, durante cerca de 35 minutos percorreu em análise todos os principais passos históricos do eminente Jesuíta que ora se estava homenageando. Assim, referiu com maior ou menor destaque aspectos relacionados com a educação, família, tempo, sociedade, política, tentando realçar aqueles traços mais carismáticos não só do seu temperamento sui generis como da sua inteligência, no contacto com todos os povos e culturas. 1 Tentando interagir positivamente com o auditório presente procurou – nomeadamente nos aspectos mais ligados à história e à cultura – colocar aos alunos algumas questões oportunas as quais, na ausência de respostas muitas vezes não convincentes, engendrou sempre as mais esclarecedoras e interessantes pistas de reflexão e aprendizagem. Alguns detalhes passados com o insigne missionário, por ele relatados, despertaram bastante interesse e admiração de toda a gente presente, como por exemplo: a simbologia da campainha usada pelo Santo, para chamar os seus auditórios para as actividades de missão e o recurso frequente às “estratégias de remedeio” que eram usuais naquela altura nomeadamente a pimenta, como moeda de troca. Da mesma forma recorreu à explicação do fenómeno das relíquias de objectos de uso e ou do corpo do Santo, como referências carismáticas para o perdurar de tradições cristãs que se mantêm ainda vivas por todas as terras do Oriente Asiático, muito para aquém da permanência dos Portugueses naquele Continente. Destacou, por fim, a enigmática assinatura em uso nos documentos Xavierianos – duas linhas paralelas verticais cruzadas com outras duas horizontais – e na impossibilidade de alguém decifrar o enigma confessou “ser uma homenagem de respeito e memória para com a sua mãe que, à data, não sabendo escrever, assinava o seu nome dessa forma. Daí ele acrescentar sempre ao seu nome esse mesmo símbolo”. Finda esta primeira intervenção coube a vez às duas Turmas – 10.º H e 11.º H – de interpretarem a «Cantata da Índia», sob a direcção do seu professor Francisco de Assis. Apesar do tempo ter sido exíguo para os ensaios, que se impunham, foi bastante positivo o seu desempenho. No final de novo foi cantada, desta vez por toda a gente, a canção «Francisco Xavier». Nota de destaque – No preâmbulo da Acção, enquanto esta não começava, alguns alunos gentilmente distribuíram a todos os presentes os prospectos com o programa e a partitura da canção «Francisco Xavier». SEGUNDO DIA Novamente dentro do horário previamente estabelecido e segundo o mesmo Mapa de participação das Turmas e Professores que haviam sido convidados, deu-se início à Segunda Sessão. Começou-se de novo com a canção «Francisco Xavier». A inovação a que se assistiu foi relativa ao acompanhamento – por um aluno da Turma 10.º H – através de um instrumento novo: uma tuba metálica. Apesar do intérprete ter tido muito pouco tempo de ensaio o desempenho foi satisfatório. Seguidamente o Dr. Licínio Santos fez questão de fazer a sua própria apresentação já que – na qualidade de professor desta Casa – achou-se por bem ser assim feito. De uma forma original, e de igual modo interactiva, o ilustre convidado passou em análise o tempo de São Francisco Xavier destacando o papel determinante, na história do nosso Império seiscentista, que tiveram as instituições comerciais – ditas feitorias – para toda a dinâmica económica que fez a grandeza do nosso País. 2 Assim, com o apoio de um Mapa-Mundi , requerido para o efeito, foi-as anotando, com afixação de pequenas legendas ao longo dos mares e das terras que os portugueses iam escolhendo para apoio de toda a Expansão. Toda a gente foi seguindo as suas explicações com interesse e, cremos nós, melhor se ficaram a conhecer as estratégias engenhosas dos nossos navegadores e mercadores. Fez questão de colocar em realce o recurso pelos portugueses à cobrança de “cartazes”, ou licenciamentos de livre trânsito, muito em uso na época, alusão que atribuiu à política de “mare clausum”. Na sequência destas explicações o nosso prelector sublinhou e valorizou o papel determinante do insigne Jesuíta, quer como embaixador, quer como interlocutor do Estado Português no concerto de todas as Nações do Continente Asiático. Para isso, frisou : “Francisco Xavier, apesar de membro destacado da missionação católica não deixou de ser um elo de ligação permanente não só nas relações políticas como nas religiosas, conseguindo entabular uma nova forma de diálogo intercultural e civilizacional com povos muito diferenciados mas, todavia, mantendo com eles o respeito por essas mesmas culturas naquilo que elas pudessem ter de original”. Por outro lado referiu a espantosa dimensão planetária do trajecto percorrido por Xavier pondo em realce duas coisas: a) Francisco Xavier foi, de longe, o campeão católico de baptizados no seio da Igreja Romana; b) se fosse possível contabilizar o somatório de todo o horizonte abrangido pelas viagens marítimas e terrestres do Santo, pois teríamos como resultado mais de duas vezes a volta ao mundo. Toda a gente, à imagem do que ocorrera na primeira sessão, aplaudiu esta brilhante intervenção. De seguida as mesmas Turmas, sob a direcção do prof. Francisco de Assis, interpretaram de novo a «Cantata da Índia» com o apoio da assistência que foi acompanhando com relativo sucesso os respectivos refrães. Em seguimento desta intervenção foi a vez do Dr. José Serradas se apresentar, por ele mesmo, dando-se seguimento ao critério que havia sido estipulado. O novo prelector, de uma forma bem dinâmica e enriquecedora, pondo em destaque criticamente os dois tempos históricos portugueses – o do Império e o de hoje – desafiou todo o auditório, nomeadamente os jovens alunos presentes, questionando acerca das possibilidades de hoje para a realização de feitos notáveis que desde sempre foram apanágio dos nossos ancestrais... “será que, à luz da realidade do nosso tempo, seríamos capazes de levar a cabo tais façanhas?”. Opinou, de imediato, por rematar que seria possível, sim, lá chegarmos “se tão grande fosse a alma e a vontade posta em jogo para tal desiderato”. Foi, de facto, uma forma de concluir criativamente esta animada Acção de duas Manhãs que, temos a convicção, foram proveitosas para a motivação que esperamos tenha sido conseguida, em todos os alunos, por este evento. Concluíram-se as actividades pela nova interpretação e canto da Canção «Francisco Xavier» que com todo o brilho encerrou a Acção. F I M O Coordenador ____________________________ 3 FRANCISCO XAVIER Letra e Música de: Assis Machado Francisco, Francisco, a tua vida é o exemplo que Deus quer. Francisco, Francisco, Francisco Xavier ! Uma luz na Montanha, uma luz na Montanha, te iluminará... para aprender a sonhar, para servir e amar ! De Navarra saíste, de Navarra saíste, para a Cidade-Luz... para aprender a pensar, p" ra construir e amar ! Da Europa partiste, da Europa partiste, pelos caminhos do Mar... para aprender a lutar, para sofrer e amar ! À Lusa Índia chegaste, à Lusa Índia chegaste, p" ra Missão realizar... para a Fé espalhar, para sentir e amar ! O teu Mundo é pequeno, o teu mundo é pequeno, pequeno para ti... para os Povos salvar, para sorrir e amar ! Frassino Machado In CANCIONEIRO """""" 00 """""" 00 """""""

ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA ( 1942 – 1982 ) CARTA ABERTA SOBRE UM HOMEM BOM Caríssima Isabel Oliveira e familiares do Adriano Correia de Oliveira, segui de perto - na Voz do Operário, em Lisboa - a justíssima homenagem que foi feita ao seu distinto pai, entre os dias 16 e 20 de Outubro. Pedi-lhe, se bem se recorda, que me autografasse um Livro sobre Adriano que acabava de sair nesse primeiro dia de homenagem – o dia do 25.º aniversário da sua morte. Acho que ela foi mais que merecida mas, no meu entender, alguém pecou (talvez inconscientemente!?) por permitir que esta HOMENAGEM fosse instrumentalizada pela política inequivocamente hipócrita de uma "certa esquerda"! O seu pai, que era um homem íntegro, não merecia este desvirtuar das vontades de todos aqueles que sempre consideraram ADRIANO e a sua Obra como património de toda uma Nação! E há que se conseguir que esta "certa esquerda" se convença de uma vez por todas que os verdadeiros valores de um País e de uma Nação não têm cor, nem política, nem são apanágio de nenhum Partido convencional. Porque os Partidos e as pessoas que circunstancialmente os integram passam. Por outro lado, a Obra e o Homem - aqui refiro-me só a Adriano, que se destacou verdadeiramente de todos nós! - serão sempre intemporais e incorporais. A memória e o sentimento colectivo nacional compõem, em si mesmos, uma ALMA... e esta jamais poderá ser apropriada por ninguém em particular. Adriano Correia de Oliveira é, pura e simplesmente património de todos nós portugueses e a sua Obra perdurará para sempre nas futuras gerações. Eu fiquei triste naquela noite de sábado quando, no meio da multidão, que enchia por completo o velho salão da Voz do Operário, a dada altura uma voz de uma senhora de idade avançada que ali estava cheia de uma «comoção incontida» exclamou: "eu nunca pensei vir aqui assistir a um Comício... pobre Adriano!". Peço que me desculpe este meu espontâneo protesto. Eu também senti, sim, que a merecida Homenagem estava sendo atraiçoada! Cumprimentos para si e para todos os verdadeiros amantes da Arte e da Cultura Portuguesas. O poetAmigo sempre Frassino Machado ====== OOO ====== OOO ======= OOO ====== ESTRELA MATUTINA A Adriano Correia de Oliveira por altura do 25.º ano da sua morte. Tu foste a branca estrela matutina surgida no horizonte sempre em riste, para com claridade cristalina iluminares a noite lusa e triste. Com poemas e guitarra assaz felina teu nome e tua voz que não desiste levaram aquela luta que resiste à pátria ainda agora pequenina. A caminhar bem só por entre gente descobriste injustiças e opressões sentimentos e ódios juntamente... Tua vida , repartida em oblações, deixou a todos muito tristemente um herdo de sorriso e de canções! Frassino Machado In MUSA VIAJANTE
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